13.dez..2011

10 anos sem Chuck Schuldiner

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Há exatamente 10 anos atrás, o mundo perdia o pai do death metal. Chuck Schuldiner, fundador do Death, faleceu de câncer em 13 de dezembro de 2001.

Chuck Schuldiner nasceu em Long Island, no dia 13 de maio de 1967. Filho de pais judeus, sua família mudou-se para a Flórida no ano seguinte de seu nascimento. Schuldiner tinha um irmão (Frank) e uma irmã (Bethann), ambos mais velhos que ele.

Chuck começou a tocar aos nove anos de idade. Seu irmão de 16 anos tinha sofrido um acidente fatal, por isso, seus pais compraram um violão para Chuck, como consolo. Teve aulas de violão clássico por menos de um ano, entretanto, não gostava delas, e resolveu parar. Seus pais então compraram uma guitarra e lhe deram de presente, e foi aí que Chuck se apaixonou. Ganhou um amplificador e viciou no instrumento, não parando de tocar e escrever canções um dia sequer.

Foi muito inspirado por bandas como Iron Maiden, Kiss e Billy Idol, entre outras. Ele era um grande fã do movimento NWOBHM e suas bandas favoritas eram desse estilo. Slayer, Possessed e Metallica são apenas exemplos de influências que Chuck aplicou mais em sua própria banda, embora sua mãe diga que Chuck ouvia todos os tipos de música, exceto country e rap.

Scarlate formou o Mantas em 1983. Em Janeiro de 1986, entrou na banda canadense Slaughter, temporariamente, para tocar guitarra, mas logo retornou para continuar com a formação do Death.

Houve algumas mudanças na formação durante o lançamento de cada disco. Depois do álbum Spiritual Healing, Chuck parou de trabalhar com os membros da banda e passou a trabalhar apenas com músicos contratados, devido às relações não tão agradáveis com antigos guitarristas. Por isso, Chuck tem a reputação de ser “o perfeccionista do Metal”.

Depois disso, lançou com o Death os álbuns Human, Individual Thought Patterns (1993), Symbolic (1995) e The Sound of Perseverance (1998). Tocou guitarra no projeto Voodoo Cult no álbum Jesus Killing Machine (1994). Depois disso, deu um tempo no Death para se dedicar à sua nova recém-formada banda, Control Denied, e lançou o álbum The Fragile Art Of Existence (1999).

Em Maio de 1999 Chuck começou a sentir dores na parte de cima do pescoço. Pensava se tratar de um problema nos nervos. Consultou um médico e começou a fazer exames, e o diagnóstico foi um tipo de câncercerebral, sendo rapidamente encaminhado para radioterapia. Em outubro do mesmo ano, a família de Chuck anunciou que o tumor estava sob controle e iria ser retirado. Em janeiro, Schuldiner passou por uma cirurgia e o tumor foi retirado com sucesso. No entanto, sua família passava por problemas financeiros, e o custo da operação era altíssimo. A comunidade de pessoas apreciadoras do estilo musical organizou muitos movimentos e concertos beneficentes para ajudar a família a pagar o tratamento, tendo em mente que a vida do músico estava em perigo e que ele não poderia morrer por falta de dinheiro. Após a cirurgia, continuou com seu trabalho no Control Denied. Entretanto, dois anos depois, o câncer retornou. Os médicos recusaram a cirurgia (que deveria ser imediata) devido à falta de dinheiro. A imprensa pediu suporte e ajuda de todos, incluindo artistas. Schuldiner recebeu um remédio experimental chamado Vincristina para ajudar em sua terapia, no entanto, houve rejeição pelo organismo. Mesmo assim, continuou lutando contra sua doença. Em outubro/novembro, contraiu uma forte pneumonia e não resistiu, falecendo em 13 de dezembro de 2001.

Sua mãe, Jane Schuldiner, cuida do legado do filho. Ela sempre interage e responde aos fãs de Chuck, e ressalta sempre que possível o quanto ela admirava o trabalho do filho. A irmã de Chuck cuida dos discos e gravações. Ela possui um filho chamado Christopher, que também toca guitarra. Este toca com as guitarras de Chuck, exceto com a primeira que o tio ganhou na vida.

Embora Schuldiner nunca tenha casado ou tido filhos, ele namorou uma garota chamada Kim por alguns anos. Foi o seu segundo relacionamento duradouro. Após sua morte, seu legado ainda vive através dos fãs e de suas gravações. Porém, uma guerra legal acontece devido aos direitos do segundo álbum do Control Denied (incompleto). Parte desse material foi lançado na compilação Zero Tolerance, no qual também é possível encontrar lados B e faixas inéditas.

Thanks for everything, my hero! RIP, Chuck!

 

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